
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Também sem um bom título

quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Antes de ir pra aula do Zeron
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
(in) Inspiração
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Sobre eles, vagabundos!

Sabe o que é parar de trabalhar quando se tem quase 20 anos? Digo, depois de ter trabalhado assalariadamente desde os 14? Imagine, todos conseguimos. Decidi por isso e, atente, "decidir" é muito pesado pra essa construção. Afinal, pra deixar o serviço e viver só estudando, há de se ter alguém que o sustente. Portante, decidimos. Apresentei intenções: acataram. Duro é, mas não posso dizer que "é mais difícil pra mim que pro meu pai". Não é. As duas da tarde, ele anda por aí fazendo entregas. Eu? Faço isso.
Saio pra ir à faculdade e à ULM e divido meu espaço com milhares de pessoas, que sobrevivem nesse caos e têm suas atividades: professores, executivos, industriários, comerciários, armários. Mochila nas costas, e vou-me para os outros cantos da cidade estudar. Mesmo quando é as 8 da manhã, é música. E é nisso que eu tentei chegar. Explico: o que pensaria eu se, indo trabalhar 8 horas por dia, cruzasse com o estudante de violão que acha a música um meio de vida? Se na faculdade de História já não há muita credibilidade, imagine na música? Sendo ela "popular", então, é exagero. Ficar tocando "samba" em horário comercial não é aturável. Também componho a sociedade...corroboro parte de seus julgamentos.
Tudo o que eu disse e pouco direi nesse texto, tem a ver com a opinião de um músico e historiador - o Marco Prado -. Conhecendo a história, sabemos que a música sempre foi tarefa menor. Mesmo quando virtuosos consagrados, os profissionais da música são questionados: "Além de tocar, você trabalha?" Isso não é trabalho. Quando parece ser, é feito para a diversão de outros. Talvez um dia eu descubra se minha decisão foi acertada. Uma coisa é inegável: falam que músico é vagabundo. Não me indigno com isso (nem músico ainda sou). Ao contrário: concordo. Vagabundos... é isso mesmo.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Deslocamento

quinta-feira, 5 de julho de 2007
Quantas férias!

Hoje foi daqueles dias do tempo de pré-adolescente, quando eu ainda não trabalhava e as férias escolares eram tempo de não se fazer nada. No máximo, um futebol no quintal ou um campeonato de wining eleven. Hoje foi assim, sem nada. O pior é eu não ter talento pra dormir muito. Mesmo em dias repletos de vazio, acordo cedo. Pique pra tocar violão eu tenho, mas acaba. Sede de leitura, também. Acaba. E então? Então sou obrigado a pensar. Imagine, em nossos dias! Fantasiar sobre meu poder de reclamação com a vida; vislumbrar viagens por ao a fora pra conhecer alguma outra cultura. Sabe aquela viagem pra Argentina que a galera da Usp fez no ano passado? Aquilo! Ainda virão as minhas! Se! Fazia tempo que eu não ficava cinco dias longe de minha menina. Esse lapso me valeu mesmo foi pra mensurar o “fermento do amor” difundido pelo Felipe. Aliás, Felipe que me lê! Ele e o Marcos! Valeu, viu? Pois sim! Eu falava? Sim, do quanto é insólito pensar muito. Dá vontade de sair correndo pra fugir da mente. Tudo passa a ter sentido e a não ter ao mesmo tempo. Sei lá. Só é certo que vou pra Bragança nesse fds prolongado. Lá, no sítio, onde não há nada. Onde surgiu a loucura de pegar o violão e ir pra São Carlos conhecer a até então amiga Daniela. Oito meses se passaram e ainda não entendo como tive coragem de fazer aquilo. Fico comprometido a contar, qualquer dia desses, a verdadeira história do meu encontro com a Dani. Aquela de show, nascida pra não chocar a sogra, já não vale de nada. Depois te conto! Amanhã é dia de hoje! Absolutamente nada programado. Mais umas 40 ou 50 páginas do “Crime e Castigo”, algumas horas de Violão e outras dessas bacanas, pensantes, vaiajantes, férias...
domingo, 24 de junho de 2007
Datas queridas
Prometa-me uma coisa: se tiver a paciência de ler, leia os dois.
Nesta data querida...(17/06/06)
Na véspera de um aniversário, me deparo com a ausência daquele estímulo natural dos que completam mais um ano. A ansiedade característica das debutantes e dos meninos que vislumbram a maioridade. Meus dezoitos anos chegaram de mansinho, e passaram sem que eu notasse. Há algo pra comemorar? Não sei. Aliás, essa é a “imagem recuperada” do ano que passou: não sei.As dúvidas me perseguem. Fui ingênuo quando, ao entrar na faculdade, pensei estar com o futuro encaminhado. Ao contrário, a indecisão só fez aumentar. Por causa dela é que eu não planejo mais nada. Vou vivendo, sobrevivendo e revivendo. Revivendo a fase em que eu me senti mais feliz: a parcela musical de minhas experiências. Mesmo “sem dar futuro”, me apraz. A literatura também. A usp ainda me traz alguns benefícios, por isso, viajo a ela algumas vezes por mês. O ambiente, salvo grandes exceções, me é inóspito, infelizmente. Eu também não ajudo a torná-lo melhor. Devem me achar um cara estranhíssimo, talvez com alguma razão.Enfim, não peço muitos anos de vida, mas os quero bons, cada vez melhores. Quem sabe no ano que vem, nesta data que devia ser querida, eu comemore com você, moça. Meus Parabéns!
Nesta data querida (2) (23/06/07)
Muito tempo se foi desde o texto anterior. Será mesmo que vivi grandes mudanças? Boa parte de minha indecisão, senão toda, permanece aqui. È fato que consegui aproveitar um pouco mais das coisas que tentei estudar. Alcancei um mínimo de liberdade de pensamento. Hoje estou novamente tocando violão com alguma disciplina. Pra quê? Ao menos pra aborrecer e fazer barulho lá em casa, serve! E, nas reuniões pra família, ouvir um : “toca aquela que a mamãe (vó) gosta...” Se eu perguntar o nome, nem mesmo sabem. No trabalho, nada. Não possuo mais uma ocupação válida. Tiro do suor e da velhice de meu pai, meus caprichos. Altamente transformados, de oito meses pra cá. A “moça” do ano passado agora é real. Viajar é preciso. Não há mais do que me queixar e reclamar: tive um bom emprego (abandonei), estou em escolas públicas, tenho a namorada que desejei. O que ainda me traz tristeza? É complicado saber quando serei maduro o bastante pra fugir do meu “eu sozinho”. Conviver é difícil. Eita cara que não sabe se relacionar! Nem com as palavras tenho tido entendimento. Acompanham-me na greve que meu cérebro impõe. Meu aniversário passou. Dois amigos se lembraram (foram avisados). Eu também não lembraria de mim, se não fosse eu mesmo. Vinte anos, tá.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
quinta-feira, 26 de abril de 2007

É nos quinze minutos que enrolo (rolo) na cama depois de ser acordado que descanso mais. Que tento lembrar de meus sonhos. Banho tomado, asseio mal-feito, beijo na vó; saio pra trabalhar. Cartão de ponto, celular, carteira, chave e mp3: estou pronto! De casa ao metrô chego sem perceber...aos tropeços. O inferno! Esse é o transporte na hora em que o relógio marca “trabalho”. Competição! Até para conseguir um lugar melhor na plataforma; ir sentado na viagem, então! Isso vale qualquer esbarrão! Fecham os olhos. Fingem tanto que acabam dormindo de verdade. Linha vermelha atravessada: desço e me dirijo à editora. No caminho, muitas vezes cruzo com um homem de terno. Digo, o mesmo homem, com o mesmo terno. Talvez seja ele a única pessoa em que reparo. Sou o maior exemplo da tal ilha ambulante nesses últimos dias. Posso olhar para qualquer ponto, mas só vejo a mesma coisa. Ouço músicas, mas nem as noto. Passo nove horas em frente ao computador. Na verdade, uma hora eu reservo pra almoçar, bem. Depois faço o mesmo caminho, agora voltando. Na volta não encontro o homem de terno. Chego em casa já um pouco exausto e muitas vezes faço pouca coisa antes de me entregar ao sono. Também ligo o computador e fico mais um pouco de tempo a sua frente, pra falar com minha linda. Esse é meu dia. Bom dia. Bom. Na minha invejável semana, nem sei se o homem de terno tem nome...ele passa. É mais um como eu. Talvez também pense se tenho nome. Aliás, no que será que ele pensa?
Meus olhos doem (31/01/07)

